Paróquia

Palhais
Em Palhais sente-se a história em cada recanto, nas faces, nos costumes, na forte identidade de um povo ligado à terra, ao rio e aos primeiro passos dos Descobrimentos Marítimos.
À entrada de Palhais encontra-se a igreja de traça manuelina, dedicada a Nossa Senhora da Graça, fundada segundo a tradição por Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama.
Ao certo, sabemos que o templo foi construído nos finais do século XV, mas rapidamente ampliado por forma a desempenhar condignamente as funções de paroquial. Tal reforma terá acontecido por volta de 1530-35, eventualmente na sequência de estragos provocados pelo terramoto de 1531.
Apesar das suas modestas proporções, a igreja é um monumento relevante no contexto do Manuelino.
No século XVII, o monumento foi objecto de algumas obras, como o revestimento azulejar das suas paredes interiores, em painéis geométricos de tipo tapete, característicos de Seiscentos. Mas as principais alterações ocorreram na centúria seguinte (durante a primeira metade ter-se-á erguido a actual torre sineira), em especial após o terramoto de 1755, que sabemos ter causado alguns danos no edifício.
O processo de restauro iniciou-se em 1956, por intermédio do pároco local, iniciando-se os trabalhos em Agosto do ano seguinte. A reabertura teve lugar a 24 de Maio de 1959, em cerimónia pública de carácter religioso.

Santo António
Tendo por orago a Imagem de Santo António, foi iniciada a construção da igreja em 1951 por subscrição pública, tendo ficado concluída em 1964.
Na frontaria do templo orientado a Poente e adossada ao flanco direito, destaca-se a torre do campanário em plano troncocónico. É rematada por coruchéu de cobertura telhada, onde se abrem seis vãos que iluminam a escada interior de acesso ao topo.
Destacando-se do corpo do edifício, na sua ala esquerda sobressai o batistério, em planta circular abobadada, cujo arranque exterior da cúpula é ornado por bordadura de telhas vermelhas.
Toda a fachada é rasgada por fenestração de vários lumes, fechados por vitrais.
Interiormente a nave é ampla, coberta por silhar de azulejos, imitando padrões antigos. A cobertura é forrada por madeira de pinho escurecida.
Lateralmente abrem-se três janelões, de dimensão idêntica aos do altar-mor, que originalmente transmitiam luz natural à igreja.
O altar-mor em forma de abside é todo penetrado por janelões que conferem luminosidade à igreja.

informações retiradas dos sites da Câmara do Barreiro e da Direção-Geral do Património Cultural