Palavra do Bispo

Semana de Oração pelas Vocações 2016

Caríssimos irmãos e irmãs,

Estamos a celebrar nestes dias a semana de orações pelas vocações, que se conclui no Domingo, dia 17 de Abril. Foi um sinal de grande graça para a nossa diocese o ter começado esta semana com a ordenação presbiteral do Pe. Luiz Carlos Barbosa Júnior, membro da comunidade “Aliança da Misericórdia”. Agradecemos a Deus este dom e pedimos-lhe que o exemplo do Pe. Luiz, no seguimentos de tantos outros consagrados e consagradas da nossa diocese, possa ser seguido por muitos outros jovens.

Como recordei, na conclusão da celebração, a vocação para uma vida totalmente dedicada a Deus, no serviço do seu povo, é uma iniciativa do próprio Deus. É Ele quem chama a partir do coração de cada pessoa que Ele escolhe, orienta, consagra e destina para viver e anunciar o Evangelho, seguindo de perto o modo de vida de Jesus.

Por isso, como nos recomenda o próprio Senhor, nós pedimos ao Senhor da messe que mande operários para a sua seara, na nossa diocese e no mundo. Esta oração deve ser um hábito constante, nas nossas igrejas, nos nossos grupos apostólicos, particularmente nos grupos juvenis e nas nossas famílias.

Orar significa, antes de mais, reconhecer que este dom só pode vir de Deus, pela ação do seu Espírito no coração daqueles que Ele chama. Mas significa igualmente entrar em sintonia com este desejo de Deus e dispor-nos a ser intermediários dessa sua vontade, no relacionamento com possíveis chamados, como os filhos, os amigos, os jovens com que temos contato. Significa igualmente colaborar no discernimento e na formação dos chamados, pelo nosso afeto, apoio e conselho, mas também pela solidariedade e colaboração com as instituições onde eles se preparam, como o nosso Seminário.

Espero, pois, que, particularmente nesta semana, em família, nas nossas comunidades e grupos, estejamos sintonizados com o desejo do Senhor Jesus para a sua Igreja, pedindo boas e santas vocações para a vida sacerdotal, religiosa e missionária.

Que aqueles/as que o Senhor Jesus chama tenham o coração aberto e disponível para escutar a sua voz, seguindo com alegria e generosidade os seus passos, no serviço do seu povo, particularmente daqueles que mais necessidade têm de carinho, de uma mão amiga, de um gesto de solidariedade, de uma palavra de misericórdia, de esperança, de vida.

Unido a vós no Coração do Senhor Jesus,

+ José Ornelas Carvalho

Quaresma 2016

Este é um tempo muito especial, durante o qual Deus nos convida a tomar mais a sério a vida, em todas as suas dimensões, buscando ser coerentes e honestos, afastando aquilo que nos destrói e destrói as relações com aqueles que nos rodeiam e caminhando pela via da verdadeira liberdade, alegria e fraternidade.

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10 de dezembro de 2015 – Decreto Ano Misericórdia

DOM JOSÉ ORNELAS CARVALHO, BISPO DE SETÚBAL

DECRETO

Pela Bula Misericordiae Vultus (“O Rosto da Misericórdia”) do passado 11 de Abril, o Papa Francisco proclamou para toda a Igreja um Jubileu Extraordinário da Misericórdia, com início a 8 de Dezembro de 2015 e termo a 20 de Novembro de 2016.

Este Jubileu Extraordinário da Misericórdia é um tempo favorável para que a Igreja, nos tempos difíceis que vivemos, contemple a misericórdia de Deus por toda a humanidade que Ele tanto ama e por cada pessoa individual por quem Cristo deu a sua vida e, nessa experiência da Misericórdia divina, redescubra a urgência da sua missão de levar a todos a certeza do Amor de Deus, consciente de que só Ele abre as portas da esperança para um mundo novo por que tanto ansiamos.

Como aconteceu no Jubileu do ano 2000, também o Jubileu da Misericórdia não será vivido apenas em Roma, mas em todas as Dioceses, como experiência extraordinária de graça e de renovação.

Para que isto aconteça, o Papa Francisco estabeleceu que na Igreja Catedral e noutras igrejas de cada Diocese se abra uma “Porta da Misericórdia” onde os fiéis, atravessando-a, possam ser abraçados pela misericórdia de Deus e se comprometam a serem misericordiosos com os outros, como o Pai o é connosco.

Assim, depois de ouvir o colégio dos consultores e outros responsáveis da Diocese, declaro lugares da nossa Igreja diocesana nos quais todos poderemos beneficiar das especiais graças deste Jubileu, acolher a palavra do perdão e da misericórdia e renovar o dinamismo missionário:

– A Igreja Catedral;

– O Santuário de Cristo Rei;

– O Santuário de Nossa Senhora de Atalaia;

– O Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel.

Igualmente, peço aos párocos que no próximo dia 13, III Domingo do Advento, procedam, numa das celebrações com maior participação de fiéis, à abertura solene da porta da igreja paroquial, como sinal e apelo do início do tempo jubilar na comunidade paroquial, em comunhão com a Igreja diocesana e universal, utilizando a proposta litúrgica já divulgada e convidando toda a comunidade paroquial a entrar em tempo jubilar.

Recomendo que, em cada Vigararia, se organizem, ao longo de cada semana do Jubileu, tempos em que as igrejas estejam abertas e nelas sejam oferecidas, pelo clero, múltiplas oportunidades de celebração do sacramento da Reconciliação.

Setúbal, 10 de Dezembro de 2015.

+ José Ornelas Carvalho
Bispo de Setúbal

 

15 de novembro de 2015 – Atentados em Paris
Neste momento, desejo unir a minha a tantas outras vozes deste nosso planeta, para exprimir a profunda dor, o pesar e a preocupação, causados pelos bárbaros atentados de Paris, que vitimaram tantas pessoas inocentes e vieram adensar ainda mais o clima de receio e de suspeita na sociedade europeia.
O primeiro pensamento vai para as vítimas diretas deste desumano ato de ódio destruidor. Que Senhor da vida as acolha nos seus braços de misericórdia aqueles que pereceram e dê conforto, coragem e esperança aos seus queridos. Com eles, sentimo-nos atacados também nós e queremos estar solidariamente próximos esta hora.
Esta situação requere naturalmente medidas de vigilância e segurança, para combater o ódio destruidor e evitar novas vítimas. Por outro lado, seria ulteriormente trágico cair na tentação do fechamento ao exterior, do abrandamento do diálogo intercultural, do soçobrar da solidariedade para além dos conflitos. Essa seria a grande vitória daqueles que desferiram tão vil ataque. É preocupante verificar, a este propósito, que responsáveis europeus já tenham começado a utilizar estes acontecimentos dramáticos para justificar e reforçar a sua oposição à solidariedade para com os refugiados dos conflitos recentes, que tem movimentado a sociedade europeia.
Um momento destes exige solidariedade e afirmação dos autênticos valores da nossa sociedade, por parte daqueles que acreditam que vale a pena lutar por um mundo mais justo e seguro para todos. Não deixemos que o sangue de tantas pessoas tenha sido derramado em vão. Queira Deus que a memória delas seja semente de humanismo, de solidariedade e de busca autêntica de justiça e de paz. E que ninguém use o nome de Deus para oprimir, odiar e matar!
+José, Bispo de Setúbal